Crítica do site Hollywood sobre o “Pure Heroine”.

“Pure Heroine é um álbum que Lana Del Rey gostaria de ter feito”.

Os fãs da Lorde, a artista pop de 16 anos, estavam ansiosamente aguardando seu álbum de estreia desde que a canção “Royals” começou a se tornar viral. Felizmente, para eles, a cantora disponibilizou o álbum Pure Heroine através de um stream no site da VH1 uma semana antes de seu lançamento oficial, que será dia 30 de Setembro. Assim como seu single de sucesso, o álbum vem com elementos eletrônicos suficientes para entrar confortavelmente nos charts, mas as batidas são todas bem simples e com compasso lento, o que fornece ao álbum uma sensação mais orgânica do que os hits EDM-pop frequentes em baladas e que se tornaram bem populares recentemente. Sonoramente, o álbum nos dá a impressão de que foi produzido dentro do quarto da Lorde com algumas batidas que ela mesmo colocou nas faixas, que combina perfeitamente com o tipo de persona que Lorde representa: uma popstar anti-glamour. As canções são distintivamente não dançantes e sua voz dá às composições o tipo de eloquência que as músicas sobre o período da adolescência pedem.

Em poucas palavras, Pure Heroine é um álbum que Lana Del Rey gostaria de ter feito. Tal afirmação não tem como objetivo colocar em questão a “autenticidade” de Del Rey contra a de Lorde – até porque todas as popstars possuem uma persona já pronta e enquanto Del Rey tem sua Lolita, Lorde vai mais pelo caminho da popstar realista. De qualquer forma, enquanto Born to Die recebeu uma super produção, com efeitos, ecos sobre cordas intercalando batidas eletrônicas, Pure Heroine recebeu uma produção minimalista que permite que as músicas brilhem de uma forma que Del Rey não poderia sustentar. Lorde cuidou para que cada canção parecesse distinta e única, fator que Del Rey quase não consegue cumprir. Muitas das músicas de Lorde foram contempladas com o mesmo tipo de nostalgia e desejo encontrado em Born to Die – o que provavelmente é resultante de sua condição atual de adolescente – mas mantém tudo com uma sensação de uma nota só. É quase como se Lorde tivesse compilado todos os elementos bons do álbum de estreia da Lana e refinasse-os para criar algo melhorado e com um resultado mais interessante.

Lorde também programou o tempo de lançamento do álbum de uma forma bem eficiente. Nos próximos meses, teremos vários lançamentos importantes como Miley Cyrus (4 de Outubro), Katy Perry (22 de Outubro) e Lady Gaga (11 de Novembro). Isso não só garante uma atenção antecipada da imprensa como Lorde merece, mas dá aos fãs uma oportunidade de ouvir com calma às suas músicas antes de serem bombardeados com as novidades dançantes que estão por vir.

Lorde está se estabilizando para ser uma frustração às divas atuais – através de sua música e sua personalidade – e os consumidores de música que estiverem procurando algo normal ou aceitável nos charts de pop irão esbarrar em Pure Heroine.

New Zealander citou a cantora como alguém que quer fazer algo “real” que os adolescentes possam se identificar e que até então, tal desejo pela autenticidade estaria funcionando bem para Lorde.

Há, com certeza, pelo menos duas faixas de Pure Heroine que farão sucesso além de “Royals” e, esperamos que o sucesso de Lorde abra caminhos para artistas como ela que queiram romper o cenário principal. De qualquer forma, parece que a intenção de Lorde de ser uma artista anti-popstar, na verdade fará com que ela se torne uma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *